14 más práticas que irritam os jornalistas no trabalho de assessoria de imprensa

Antes de enumerar os 14 pontos que identificámos como ‘práticas que irritam os jornalistas no trabalho de assessoria de imprensa’, importa referir que o assessor faz um bom trabalho quando é percecionado como agente facilitador e uma fonte de informação útil, credível, fidedigna e relevante que enriquece e agiliza o trabalho do jornalista, e consequentemente do meio em questão.

Não basta considerarmos que a informação é notícia, é preciso conseguir transmiti-la da melhor forma e ser entendida como tal pelo destinatário. Assim, além de conhecer as estruturas dos meios e as especificidades próprias de cada um, é imprescindível fazermos tudo o que nos compete para sermos um valor acrescentado e não um poço de frustrações e de irritações que só desgastam e criam barreiras na relação.

Por isso nunca:
  1. Falhar deadlines: demonstra desorganização e falta de consideração pelo trabalho do jornalista, pondo em causa a confiança futura e a publicação do próprio artigo (ou grau de destaque por falta de elementos)
  2. Enviar comunicados com pouca informação/incompletos/vagos: originam perda de tempo por parte do jornalista na procura de dados que à partida já deviam estar contemplados face à temática abordada. É também importante colocar links em palavras-chave para mais informação, divulgar o endereço web da sala de imprensa e incluir os contactos a quem deve dirigir pedidos adicionais
  3. Esquecer de incluir imagens: as comunicações à imprensa devem ser sempre acompanhadas de imagens, fotografias, esquemas, gráficos, etc., que possam ilustrar, complementar e enriquecer o texto. Vivemos numa era em que, mais do que nunca, a imagem assume um papel fundamental na captação da atenção do destinatário. Além de evitar a perda de tempo por parte do jornalista na sua pesquisa, é uma forma da empresa conseguir que a ilustração tenha a ver com a sua atividade e esteja coerente com a sua identidade
  4. Fazer follow-up massivo por email e/ou telefone: os jornalistas recebem inúmeros emails e telefonemas por dia e além da triagem do que é ou não relevante para o seu meio, não é de todo agradável estar a ler e a ouvir constantemente: “Recebeu a minha comunicação? Teve a oportunidade de ler esta informação?”. Claro que teve e não é por estar constantemente com uma atitude intrusiva que vai tornar a comunicação interessante para o jornalista/meio. Há que fazer tudo com conta, peso e medida
  5. Escrever o assunto do email em Caps Lock: não vale a pena gritar para ser notado. Utilizar palavras em maiúsculas é uma má prática em qualquer email, revela demasiada agressividade e incita a que seja apagado
  6. Estar mal informado sobre a matéria: quando o jornalista não entende determinado termo e questiona o assessor, é fundamental que domine o que escreveu e saiba esclarecê-lo de forma rápida e eficaz
  7. Enviar comunicações com temas aborrecidos e desinteressantes: existe sempre tempo e espaço para um tema atraente, para aquele que é efetivamente “notícia”, para aquele que o jornalista precisa e espera de nós. Enviar continuamente o que apenas é notícia para a própria empresa só a descredibiliza e leva a que o jornalista deixe de dar a devida atenção ao que recebe
  8. Pedir ao jornalista para rever o artigo/entrevista antes de ser publicado: demonstra total falta de confiança no trabalho do jornalista, colocando o seu profissionalismo em causa. Nenhum jornalista aceita fazê-lo, nem é eticamente correto (a não ser que se trate de uma publireportagem). O jornalista escreve para os seus leitores e não para a empresa. O que se deve fazer sim é disponibilizar-se para esclarecer qualquer dúvida que surja aquando da sua escrita ou para enviar qualquer informação ou dado adicional
  9. Pressionar o jornalista para publicar determinado artigo: o trabalho do assessor de imprensa é disponibilizar ao jornalista informação que represente uma mais-valia para o seu meio, seja através de uma entrevista, artigo de opinião ou comunicado. No entanto, é necessário perceber e respeitar que a decisão final de avançar ou não com a sua publicação, bem como o respetivo timing, passará sempre pela equipa editorial, não vale a pena ligar de 5 em 5 minutos a perguntar quando e se vai acontecer. Claro que estabelecendo-se relações próximas win-win e transmitindo informação útil, fidedigna, relevante e atual para o meio em questão é meio caminho andado para que tudo flua naturalmente
  10. Desmarcar entrevistas em cima da hora: tendo em conta as inúmeras solicitações a que estão sujeitos estes profissionais, desmarcar compromissos em cima da hora é algo que só deve acontecer por motivos de força maior
  11. Ter as fontes indisponíveis: após o envio de determinada informação é fundamental que as fontes/responsáveis das empresas estejam totalmente disponíveis para serem abordadas para aprofundar determinada questão para não frustrar o interesse demonstrado pelo jornalista
  12. Enviar documentos não editáveis: principalmente os meios online têm de tratar a informação rapidamente, recorrendo à seleção de texto no próprio documento. Esta ação torna-se mais simples caso a comunicação chegue em formato editável ou no próprio corpo de email
  13. Utilizar frases mal construídas e com erros gramaticais: é inadmissível que alguém da área da comunicação escreva mal. Revela uma imagem nada profissional e potencia a sua descredibilização
  14. Incluir demasiados adjetivos e informação imprecisa: evitar chavões na comunicação com os jornalistas, tais como ‘líder’, ‘inovador’, ‘melhor’, ‘único’, ‘primeiro’ que estão vulgarizados e normalmente não correspondem à realidade, a não ser que existam dados concretos que atestem a sua veracidade (que devem ser indicados)

Elimine estas más práticas e tire o máximo partido da relação Assessor-Jornalista. Todos ficam a ganhar.

Qual a vossa experiência? Que outras ‘irritações’ conhecem?

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