O DNA dos conteúdos de marketing em TI

A área de Tecnologias de Informação (TI), tem uma especificidade e uma terminologia muito própria. A linguagem técnica com todos os seus “palavrões” e todos os seus bits e bytes, necessita SEMPRE de ser adaptada a cada um dos seus targets.

Podemos elaborar conteúdos para diferentes canais de marketing:

  • Online – Web: websites, blogs, facebook, twitter, newsletters, campanhas online, etc
  • Offline: brochuras, datasheets, revistas, casos de sucesso, etc

Independentemente do canal usado para propagar a informação, esta deverá ser trabalhada não só a pensar no canal como um veículo, mas principalmente, deve-se pensar no destinatário, na forma como ele entende a informação, que problema tem e estamos a dar resposta. É de todo importante falar-se a mesma linguagem para que assim ele se identifique e consigamos alcançar o objetivo a que nos propusemos, ou seja, “vender” uma solução, um serviço, um produto, uma entrevista, uma função, o que seja.

Ao elaborarmos determinado conteúdo, devemos ter em consideração alguns aspetos:

  • O conteúdo é técnico, ou seja, é de bits e bytes?
  • Tem alguma vertente de negócio?
  • Qual o objetivo a atingir com esse conteúdo?
  • Qual o target a que esse conteúdo se dirige?
  • Qual o meio de comunicação em que vamos promover o conteúdo?

Há uma premissa a ter em conta e que é de todo fundamental – Quem vai ler o conteúdo? É um Cliente, um Prospect, um Jornalista, um Colaborador, um potencial Colaborador, um Parceiro, um recém-licenciado? Qual o perfil do nosso destinatário? E na vertente de Cliente, ainda podemos esmiuçar um pouco mais, pois numa Empresa X encontramos N perfis de pessoas com as quais teremos de interagir e ter uma grande retórica para atingir o nosso fim.

Prospect

Durante o processo de “venda” do produto e/ou serviço, deparamo-nos com o Diretor de Sistemas de Informação (SI), com o Consultor Técnico do nosso Diretor de SI e ainda com o decisor, que tipicamente é alguém da Administração e com o perfil de gestão da empresa. Ora aqui, numa única empresa, conseguimos relacionar-nos com 3 perfis distintos e para os quais teremos de adaptar a nossa comunicação, falando a sua linguagem e terminologia, sempre numa ótica centrada no destinatário e não de “venda” da empresa. Se estamos a falar com o Consultor, teremos de descer ao nível técnico e usar especificidades próprias e com as quais o consultor se identifique, pois o seu foco será em analisar tecnicamente o produto e/ou serviço. Se por outro lado, estamos a falar com o Diretor de SI, este terá uma visão mais alargada da empresa, tendo como real preocupação adaptar a tecnologia aos processos de negócio para que assim consiga responder às exigências que a Admistração lhe impõe. A linguagem será um mix entre o negócio e a componente técnica. O outro extremo de perfil, é o Administrador que tipicamente mede o seu ROI, não sendo necessário saber qual a tecnologia ou serviço que se encontra por detrás, pois o seu foco está na melhoria da gestão da empresa, logo a sua linguagem é puramente de negócio.

Meios de Comunicação Social

Paralelamente a esta realidade, há ainda a situação de promovermos determinado conteúdo nos media. Há que pensar no valor acrescentado que o conteúdo trará ao jornalista, mas acima de tudo, pensarmos mais além, isto é, que mais valia o conteúdo dará aos seus leitores? Para que encontremos o ponto de equilíbrio entre estes 2 perfis, há que conhecer muito bem a estratégia da redação e as temáticas que os leitores se debruçam mais. Temos de ser acima de tudo um facilitador de informação para os Jornalistas, para que assim eles consigam encaixar diretamente os conteúdos que produzimos nos seus artigos.

Recrutamento

Outra das grandes preocupações que as empresas atualmente têm, é conseguirem captar os melhores recursos de TI e, para isso, será necessário adaptarem todo o seu discurso a este target. Se por um lado é importante saber passar a oferta para o Cliente adaptando o discurso a uma linguagem de negócio e/ou técnica, por outro, é fulcral construir uma mensagem mais em torno da cultura e dos valores que a empresa tem para com os seus colaboradores. Hoje em dia, as pessoas dão muito mais importância à ética, credibilidade e boas práticas de recursos humanos, do que se a empresa tem de facto o melhor produto e/ou serviço XPTO do mercado. Deste modo, a mensagem que a empresa de TI deverá construir para os seus recursos ou potenciais recursos, não deverá ser a mesma que elaborara para os seus Clientes e Prospects. Além de apresentar a sua oferta, a empresa deve investir muito mais nas políticas, estratégias e iniciativas internas, pois um bom recurso de TI, terá mais preocupações para além da oferta ou da remuneração. Os Consultores de TI são conhecidos pelas pessoas que trabalham fora de horas e muitas vezes sem fronteiras estabelecidas. Para que o colaborador se sinta motivado e liberte muitas vezes o seu tempo de lazer para benefício da empresa, terá de se identificar muitíssimo com os valores e a forma de estar da organização, para que assim se sinta em “casa” e com prazer naquilo que faz. Logo, a mensagem para este perfil deverá ter uma componente para além de técnica e de negócio, muito mais a nível pessoal e valores.

Através destas diferentes abordagens, conseguimos ter uma noção clara de que um conteúdo de TI não é igual para todo o seu público alvo, pois há uma grande necessidade e dever de o adaptar para que assim consigamos atingir o sucesso da sua promoção e que este seja eficaz na forma de “convencer” o seu target.


 

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