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Os “Do” e os “Don’t” na publicação nas redes sociais

Com a proliferação de conteúdos nas redes sociais fica cada vez mais difícil captar a atenção do target. Então o que fazer para aumentar as hipóteses dele ver, valorizar e interagir com a nossa mensagem? De que forma nos podemos diferenciar da concorrência? Por outro lado, quais as regras a adotar para que o resultado final da nossa publicação não tenha o efeito contrário ao pretendido?

Para o ajudar, a OUTMarketing reuniu algumas questões a que deverá responder antes de divulgar a sua publicação. Os “Do” e os “Don’t” de toda a publicação nas redes sociais.

Comecemos pelos “Do”, ou o que fazer antes de publicar

1) Descobrir a audiência

Antes de mais há que definir se o conteúdo se direciona a uma audiência em especial. Um artigo sobre tecnologia de informação utiliza uma linguagem diferente de um sobre… maquilhagem, por exemplo. E essa é a primeira regra. Saber quem é a audiência e adaptar a linguagem/mensagem.

2) Acertar com o tom da mensagem

Este é um ponto que está intimamente ligado ao anterior. Se a mensagem se destina a advogados e versa sobre legislação nunca poderá ser menos do que séria. Pelo contrário se o conteúdo é sobre videojogos, por exemplo, poderá utilizar expressões e ironias não utilizáveis para todos os públicos.

3) Auferir valor acrescentado

E a(s) pergunta(s)-chave. O meu conteúdo traz algo de novo? Algo de diferente? Um valor acrescentado face ao que já circula pela internet? Porquê devo ler esta publicação? Perguntas ainda mais importantes se a mensagem tiver como origem um departamento de marketing. Hoje os utilizadores não querem apenas ser recetores passivos de uma frase publicitária. A mensagem tem de envolver o público, responder aos seus problemas, proporcionar uma experiência.

4) O poder da pesquisa

A página para onde remete a publicação está otimizada para os motores de pesquisa ( nomeadamente o Google )? Isto significa utilizar (no SEO) palavras-chave. As adequadas. E nos locais certos. Ou seja, no título, na primeira frase (ou parágrafo), nas meta tags, na imagem, no link, no corpo da publicação… sem esquecer o recurso a links externos.

5) Um bom título, uma melhor imagem

O ditado diz que uma imagem vale por mil palavras. Isso é completamente verdade nas redes sociais. Quer porque muitas pessoas apenas leem o título seja porque a mesma publicação pode atravessar fronteiras e ser distribuída em outros mercados que não o da “língua mãe”. Isto obriga a um cuidado extra na elaboração do título e na escolha da imagem. Não só têm (ambos) de ser apelativos como “casarem” entre si.

6) Termine com um “call to action”

Toda a publicação tem um propósito. Quer esta se destine ao consumidor final ou corporativo. O objetivo é o de levar o leitor a fazer algo. A entrar numa nova página, a subscrever uma Newsletter, a fazer um download, a entrar em contacto… Mas isso só acontecerá se, no fim da publicação, houver algo que impulsione. Um botão que direcione o leitor para onde se pretende, um link ou uma frase que remeta para uma determinada atitude. O que interessa é que esteja presente e que vá de encontro à estratégia da marca/empresa.

Os “Don’t”, ou o que não fazer antes de publicar

1) Vender, vender, vender

Utilize as redes sociais para envolver os clientes. Dar a conhecer o outro lado da marca/empresa. A sua vertente social. Não use e abuse das publicações para vender os produtos e serviços. Quem é fã da sua página no Facebook, no Twitter, no Google + ou em qualquer outra rede já conhece o seu portfólio. Não é necessário estar sempre a lembrá-lo. Mesmo porque arrisca-se a criar um efeito de saturação e em vez de ter um cliente satisfeito passa a ter um (ou mais) insatisfeito.

2) A gramática, esse erro tão português

Leia, reveja e volte a reler toda e qualquer mensagem que tencione colocar online. Verifique se tem erros e principalmente se não dá azo a subentendidos. Evite ter de corrigir as suas publicações. Lembre-se que a primeira imagem é a que perdura.

3) Ops, conteúdo errado

Uma boa planificação de redes sociais está devidamente alinhada com a estratégia de comunicação e marketing da empresa/marca. Não só é imprescindível a existência na consistência da mensagem, como no agendamento das publicações e a sua adequação à rede em causa. Por isso o primeiro passo tem, obrigatoriamente, de ser a definição da audiência. É ela que vai determinar tudo o resto. Um adolescente requer um tom diferente de um executivo. Que provavelmente passa mais tempo a verificar o Twitter que um jovem de 17 anos.

4) Vou ali comprar uns likes

Há marcas que caem na tentação de comprar likes, na ânsia de ter muitos seguidores. O problema é que isso não é consistente no tempo. Mesmo porque não está a comprar clientes que se revejam na sua marca/empresa. São clientes fantasma que não trazem valor acrescentado à página ou ao negócio. Pelo contrário. Alteram a qualidade da sua audiência. Para pior.

5) Analíticas, o que é isso?

Um erro crasso é o não aproveitamento das ferramentas de análises disponibilizadas pelas redes sociais. Elas dão-nos informações preciosas sobre a audiência, o melhor timing para a publicação das mensagens e gestão das mesmas. Além disso é possível, com o tempo, perceber quais os temas que melhor se adequam à audiência. E isto é viável tanto para publicações orgânicas como para as pagas. Encare as analíticas como mais uma ferramenta de análise ao seu dispor e utilize-as para melhorar o seu desempenho.

O consumo das redes sociais continua a crescer. Com audiências e perfis diferenciados. O que serve no Facebook pode não ser o mais adequado no Twitter. E as marcas têm de começar a encarar o planeamento das redes sociais de uma forma mais profissionalizada. Sendo que, em caso de dúvida o melhor é simplesmente não publicar.

E na sua empresa? Como é feito o planeamento das redes sociais?

 

 

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